O mestre do fazer nada ataca novamente fazendo algo e surpreendendo a todos.

Hoje estou com preguiça e por isso vou colocar um texto já pronto. Vocês não saberiam disso, mas resolvi falar por honestidade. Aqui vai...:
 Na verdade, eu já ia colocar um texto mais interessante, mas aí pensei "pra quê fazer isso se eu tenho Pocotó, o cavalinho viciado pra mostrar ao mundo?". Vocês terão Pocotó, aproveitem.

 Era um cavalo feliz
Vivia na fazenda pulando
Relinchava e cantava
Vivia dançando

Mas na tempestade
Que surgiu,
Pocotó, o cavalinho,
Nunca mais sorriu

Seu belo mestre,
Átomo em Valença
Pegou Pocotó de quatro
Quase que passa doença

Sombrio, sozinho
Todo acanhado
Depois de vaquinha, foi Pocotó
Ficou arregaçado

Tentou fugir
Tentou correr
Seu dono macabro
Tentou lhe comer

Após tanta decepção
Seu coração se partiu
Chorou na estrada
Fugiu e fugiu

Parado lá
Sem pensamentos
Sem vontade
Sem sentimentos

Aflorou ao seu lado
Bela flor dourada
Pocotó se levantou
Foi andar pela estrada

Andou quase anos
Seu casco amoleceu
Sozinho pelos campos
No seu coração viveu

Decidiu mudar,
Para o pior
Pegou a pedra,
Ficou melhor

Cheirou, injetou, ingeriu
Fumou, engoliu
Pocotó se perdeu
Seu mundo fugiu

Realidade desaba
Lá se vai o dinheiro
Lá se vai a dignidade
Lá se vai o dia inteiro

Perdeu toda a noção
Perdeu o sentido
Sem realidade
Muito perigo

Pocotó, se drogou
Pocotó, se prostituiu
Pocotó, vendeu seu corpo
Pocotó, o corpo abriu

Era uma vez Pocotó
Era uma vez Pocotó
Era uma vez uma vida
Que se foi com um loló

Largado na cama do Bazuca
Cansado, suado
Com dor na nuca
Pocotó, o cavalo arregaçado

Pocotó, vai Pocotó
O equino sem rumo
O equestre sem lar
Pocotó, num mundo de luto

Pocotó, perdido na cidade
Na rua encontra
Seu amor, sua vida
Sua esperança.

Fim.

 Perdão pela diagramação, eu não sei mexer nisso aqui direito. Espero que tenham entendido a mensagem por trás do texto. Há mais Pocotó por vir.

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