Pula do alto da estrada pra ver se cai na montanha, disse o muleque piranha.

 Olha, algumas imagens estão com problema, eu não sei o porquê nem vou descobrir agora, na verdade eu nem sei se vou resolver isso tão cedo, então shiu aí que com texto novo você fica feliz sim que eu sei Creuza. 
 Pois bem, depois de certas verdades ditas na cara eu deveria fazer um post novo e maravilhoso como todos os outros. Mas a verdade é que eu não sei muito o que fazer, não pela falta de ideias, mas sim pelo excesso. O que rola é que eu iniciei umas trinta coisas diferentes aqui e não tenho a menor ideia de quando vou dar continuidade ou se vou dar continuidade (exceto Os Contos do Coala que retratam minha vida muy loca e o poema do Pocotó que já ta quase no fim- mentira ta na metade). Então tinha que rolar aquele feedback amigável da galera pra me dizer aí o que que acham e se tá massa do jeito que as coisas estão rolando (se estamos, afinal como a gorda da sua mãe descendo um morro ou se as coisas estão mais pra um cubo descendo um morro plano - hah, se você não for tão idiota entendeu que é uma piada).
 Espero que interaja com esse digníssimo coala que vos fala, pois é de extrema importância que dê o ar da graça com sua opinião de merda nesse aglomerado de ideias e valores que chamamos de blog do pai aqui seu burro comentários. 
 E já que hoje o dia está ruim pelo simples fato de que eu estou sem ideias para meu livo e não me importo se você perguntou ou não teremos um pequeno comentário sobre a mais bela das coisas da vida, ou seja, hora de destruir seus sonhos e esperanças em um estilo meio Nietzsche de ser (você lê esse nome como se estivesse fazendo aqueles barulhinhos no rap que as pessoas acham massa, mas pra mim é perturbador). 
 Dentro do julgamento humano não há nada mais errado que o pressuposto que chamarei de falácia do eu-dei-um-nome-então-sou-foda-e-sei-tudo-sobre-isso-e-o-que-significa.
 É um nome grande, mas resume bem a ideia central.
 Desde o primórdio da humanidade (leia isso com a voz do majestoso Morgan HomemLivre), nós vivemos com a ideia de quê se damos nome a algo, compreendemos esse algo por "dominá-lo" de alguma forma.
 "Eu discordo", cala a boca e continua lendo porcaria, eu que estou certo nisso aqui.
 Pois bem, depois dessa interrupção deixe-me exemplificar para você o quê quero dizer:
 Imagine-se como um dos primitivos seres humanos, um daqueles quase macacos mesmo. Você está lá curtindo sua vida e evitando as quarenta mil maneiras de morrer apenas dando bom dia pro seu vizinho quando então um raio cai na floresta. Beleza, não falei se estava chovendo ou se estava relampeando ou se o boi da Maria chama Frederico, mas só acompanha a situação nada verídica que o importante da história não é isso.
 Você, Creuza, é um dos homens-macacos (correndo atrás de mim, se esse cara me pega ele vai, me mataaaar) mais curiosos no seu grupo de homens-macacos e mulheres-macacos para ser politicamente correto. Mas aí é que rola o objetivo do emprego de "homem-macaco", porque enquanto as fêmeas ficam para proteger os filhotes e recolher frutas e fazer sabe-se-lá-o-quê-as-fêmeas-homem-macaco-gostavam-de-fazer, você vai com o grupo de homens-macaco liderado pelo brutamontes 1 chamado Juvenal. 
 Beleza, florestinha cheia dos perigos, morre um no caminho para um animal maior e mais rápido que vocês e a coisa já tá perigosa. Só que nunca é perigoso o suficiente, porque nesse momento vocês encontraram o lugar onde o raio caiu. "Fácil assim?"- pois é, seu primo de quarto grau virou janta, mas tudo ficou tranquilo, ele era um babaquinha mesmo.
 Acelerei a cena até o momento importante.
 Vocês então veem aquela coisa esquisita e brilhante sobre um pedaço de madeira. Possui cores fortes e faz um barulho esquisito, estalando.
 "É o fogo!"- mas você quer fazer o favor de calar a boca de deixar no suspense? 
 O Juvenal decide se aproximar, a floresta não está tão quente nessa época do ano mas quanto mais ele, e vocês subsequentemente para provarem que são machos de verdade, se aproxima daquele estranho enviado do Deus-Relâmpago, mais quente as coisas vão ficando (não nesse sentido, aqui estamos em um ambiente familiar e controlado). Todos vocês estão hipnotizados por tamanha beleza e estranheza daquilo.
 Fernandinho, o brutamontes 2 que está tentando chegar ao poder, tenta por a mão naquele presente dos céus.
 Ele grita de dor e se afasta.
 Tomados por um frenesi daqueles que só quem anda em turbas raivosas conhece, seu grupo de amigos homens-macacos começa a atacar o pedaço de madeira que feriu seu amigo usando os pedaços de ossos que servem como arma. Enquanto despedaçam aquele maligno toco de madeira ele lança no ar inúmeras estrelas incandescentes que os assustam e só servem para fomentar o frenesi. 
 Por fim vocês destruíram tudo e voltaram para a caverna.
 Esse seria o final da história, é claro, se os relâmpagos deixassem de cair, se a madeira deixasse de existir, e se ambos deixassem de se encontrar. 
  Mas uma vez mais enquanto caçavam, encontram um desses estranhos objetos. Dessa vez Fernandinho não está ali porque a mão dele ficou ruim demais para caçar (muito burro esse Fernandinho). E Juvenal, como um bom líder ganancioso, vê naquilo uma arma em potencial, já que o minúsculo cérebro dele só consegue pontuar que: se machucou Fernandinho, machuca outros também. Uma nova arma era necessária para ele manter o poder, já que os ossos todos usavam. Mas uma nova arma também precisava de um novo nome. 
 Ele aproxima-se do pedaço de madeira que serve de suporte para tal brilhante objeto de desejo e grita em sua gutural e primitiva língua "FOGO!" (nem venha dizer que já sabia porque tem que ser muito burro para não perceber). Contudo aquela não era uma arma que pudesse ser controlada de forma adequada nos primeiros momentos após sua descoberta, e antes que você e todos os outros do grupo abaixassem suas cabeças perante o poder de Juvenal (não é tão engraçado quando ele é duas vezes você), o pedaço de madeira que possuía o fogo cai no chão, não sem antes, é claro, atingir seu líder no braço e fazê-lo gritar desesperado desconstruindo toda aquela imagem cuidadosamente planejada de mais forte e destemido do grupo.
 O fato de que ele deixaria de ser o líder em breve não é importante.
 O fato de que dai após dia, logo depois de grandes tempestades atrás daquilo que chamaram de fogo porque agora que deram um nome sentem-se no controle do material que é digno de nota.
 (Beleza que eu demorei horrores pra chegar nessa parte mas a verdade é que eu gosto de escrever.) 
 Foi a partir do momento em que você deu ao misterioso objeto um nome que o desconhecimento deixou de assustá-los, e deixando de ter medo tornaram-se prepotentes o suficiente para se imaginarem donos daquilo. Não que a descoberta do fogo seja algo ruim, longe disso, mas o fato é que a partir desse momento a humanidade começou a dar nome a tudo, e dando nomes passamos a tentar controlar tais fenômenos ou objetos que nós mesmos criamos - você tá com uma ou duas coisas na cabeça aí que sei. É só imaginar o número de acidentes na sua pequena vila de homens-macacos logo depois de trazerem o fogo para perto de vocês, altos acidentes e nenhum hospital (machucou, morreu).
 O texto morre aqui sem nenhuma conclusão, já que meu trabalho é empurrar você em direção as indagações, e não mastigar as respostas bonitinhas na sua boca. Seu babaca. 

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