Ainda não arrumei nada, ainda não continuei nenhuma série minha, mas não importa, hoje a temática é diferente. Vou provar, ou justificar se não ficar convencido com meus maravilhosos argumentos, várias coisas em poucos argumentos.
1- A morte é o estado natural de todos os seres vivos.
Esse é até bem fácil, mas olha só, as combinações de todos os seres vivos possíveis entre os seres humanos é muito maior do que o número de seres humanos vivos hoje - e possivelmente maior que todos aqueles que já viveram também. Logo o número de pessoas que não nasceram (e para justificar certas coisas entenda morte como um estado onde, afinal, o ser vivo não está mais tão vivo assim e suas funções motoras e cérebro já não funcionam mais) é maior que o número de pessoas já vivas. Além disso a probabilidade -justificada matematicamente - que mostra as chances de ter nascido são muito próximas de zero.
Assim todos os seres vivos, incluindo pessoinhas como você, pertencem a uma categoria muito menor dentro das possibilidades. Deu para entender? Não existir é muito mais provável que existir de fato. Por isso agradeça quem te fez - ou não se acha que a vida é uma porcaria - já que é único e finito (coisa que esqueci de por no meu argumento mas foda-se, você já pegou a ideia principal e deve ter entendido que morrer, então, não é uma coisa tão ruim, é só um retorno ao seu estado natural de nada)
2- O oposto das coisas é o Nada.
Esse vai ser rápido. Todas as coisas tem opostos certo? O fogo é o oposto da água, o frio é o oposto do quente (não falo de termos físicos e quem manja sabe porque), a luz é o oposto da escuridão (idem do anterior), o Tudo é o oposto do Nada.
Mas espera aí, se o Tudo é o oposto do Nada, e de fato o Tudo é composto pelas coisas que compõem completamente o universo, todas as coisas que compõem o universo são opostas ao Nada, e não a si mesmas, individualmente ou em grupo.
3- Você não consegue aparentar Ser mais do que realmente É.
Esse aí pode ser mais difícil de justificar, não sei, não tenho nada planejado, mas é só pensar: todas as suas habilidades dão suporte para aquela imagem que está criando, logo o que você finge ser é um cumulativo do que realmente é. Então quando você finge ser um galã para aquela gata na balada (ou finge ser mais bonita do que realmente é para seu bofe) a única coisa que você está fazendo é ser você mesmo e explorando um lado seu que conscientemente não consegue. É meio que aquela coisa de potência e existência de um daqueles filósofos gregos, sabe? Não sabe? Beleza, eu também não sei ao certo.
Para complementar, não dá para ser algo que você não é. Por mais desesperador ou negativo que isso possa soar, na verdade é aberta - com a aceitação desse maravilhoso fato - toda uma gama de opções para você. Todas as vezes que tentou criar uma imagem de alguém que não era, todas as vezes que pensou incorporar uma outra identidade ou ser outra pessoa, estava apenas sendo você mesmo, só não sabia disso.
Tá muito esperançoso isso aqui, devia ter terminado com o da morte lá para você ver que é pequeno e insignificante para o Universo em sua magnífica complexidade e infinitude. Não se sinta muito bem, é da esperança que nascem as decepções.
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