O último dos vegetais dá um coelho de presente para o monstro. No alto da colina um major assiste ao solitário fim do mundo.

 Pocotó parte 3 hoje, para encerrar a trilogia. Não perca contudo as partes um e dois.

Pocotó, o cavalinho viciado
Sentado a beira da estrada
Fumando uma pedra de crack
Esperando a sua amada

Alegrias e tristezas
Depositados em pequenos objetos
Pocotó o cavalinho
Não está mais certo

Suas sensações vivenciadas
Por milhões de olhos sorridentes
Cavalo sem razão
Equino deprimente

Um mundo cinzento
Um mundo sombrio
Um cavalo sem amor
Um cavalo vazio

Esperanças despejadas
Sua amada, ignorada
Pocotó desesperado
Sem nenhuma malocada

Pocotó, o cavalinho viciado,
Injetou mais uma vez
De pulsos cortados
Em um mundo sem leis

E embora o pó
Ainda estivesse lá
Pocotó o cavalinho
Não conseguia sonhar

Decepção meu equino
Não consegue se drogar
Seu corpo fino, fraco
Não consegue levantar

Sua balinha do amor
Não trouxe felicidade.
Uma balinha mais forte
Trouxe ansiedade

Pocotó, observava
E sua amada não veio
Ficou triste, sozinho,
Soltou seu arreio

Pocotó, o cavalinho viciado
Sentado a beira da estrada
Usando suas drogas
Esperando sua amada

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