Uma postagem cheia de ódio para incitar o pensamento crítico.

Uma defesa de argumento chamada “só porque você não tem argumentos, acha que tem argumentos porque reproduz o que te ensinaram como um macaco e vem falar de direitos, não quer dizer que vou te respeitar, seu bosta” cuja produção vem para defender uma teoria muito necessária aos seres humanos que se consideram pensantes, cultos e muito racionais e defensores dos valores deles. (e que no final só geram um sentimento de pena por tamanha ilusão e capacidade de se considerarem imunes a críticas por terem uma opinião cheia de fé em si mesma)
Primeiro devo dizer que muitas caras feias já devem ter se formado, textos longos estão sendo escritos e eu corro o risco de cair na mesma teoria e ser refutado, contudo não dou a mínima para esse fato nem para você. E o motivo pelo qual vou provar estar certo e pelo qual não me importo é porque existe uma ferramenta desenvolvida pelos ser humano muito pouco usada ultimamente, mas muito valiosa – chama-se lógica e eu tenho pena de você por não usa-la.
As ofensas virão. Posso ver os argumentos me chamando de prepotente e imbecil, frio, comedor de capim, além de muitas outras; e não me importo por apenas um motivo: na hora de expor minha opinião, eu baseio-a em conceitos que tomo o cuidado (ou às vezes nem tanto) de explicar muito bem e recuso os conceitos pré-concebidos que somos obrigados a aceitar ao longo de nossa vida. Na verdade, eu peço perdão por interromper o texto aqui, não somos obrigados a aceitar nada, nos impõem situações e uma moralidade servil criada para nos condicionar a sentir pena por sermos diferentes ou termos um método de conduta que destoa do tradicional.
Vim para o tema principal expulsar de sua mente, ou ao menos tentar, os demônios do condicionamento social ao qual foi exposto e que acredita cegamente ser verdadeiro. E acredita ser verdadeiro sem mesmo me oferecer uma justificativa, sem me oferecer uma lógica, uma relação de causalidade, sem oferecer a ninguém nada além de seu grito agudo e a frase “você tem que aceitar porque deve respeitar minha opinião”. Não adianta chegar a minha fronte (na cara mesmo) e declarar: “ah, isso não é verdade, as pessoas não se respeitam hoje em dia”, porque a ação de ironizar as “ideias” de outro é visto como nociva ou sem educação.
Somos obrigados a abaixar a cabeça de modo relutante a pessoas que afirmam ter o bem-estar social como valor máximo e que todas as emoções devem ser sentidas, todas elas devem ser respeitadas. Contudo o que ignoram com essa afirmativa é que todo a sociedade na qual vivem e todos os sistemas existentes sejam eles: científicos, educacionais, médicos, morais e outros foi composto não pelo sentimento, mas sim pela lógica. E a lógica por natureza descarta a emoção como argumento. Em um debate ou comprovação de teoria afirmar que “não pode criticar isso porque eu acredito e fere minhas emoções” ou ainda “não pode criticar isso porque acreditam e fere as emoções dele” não forma uma defesa de sua teoria e muito menos refuta a minha.
Ayn Rand bem disse no livro dela (A Revolta de Atlas, editora Arqueiro) que querem separar a mente do corpo, e não há muitas máximas maiores que essa. Somos obrigados a acreditar que ou estamos condicionados a uma vida presa aos maneirismos e vícios do corpo, condenados a servir aqueles ao nosso redor, como escravos de NOSSA capacidade e da inabilidade deles, considerar que os sentimentos deles são mais importantes que os nossos e que nossa vontade está sujeita a vontade deles apenas porque disseram que sim e exigiram com base na premissa falsa de que devemos aceitar que temos de ajudar porque fazemos parte de uma sociedade... ou então temos de aceitar uma ideia onde o corpo nada vale, nossas sensações devem ser ignoradas, não há prazer na Terra que supere aqueles do Céu, que nossa mente existe não como mente, mas sim como espírito e que esse espírito transcende as capacidades adquiridas ao longo dos anos de explica-lo, e então que sempre transcenderão; somos obrigados a aceitar que há uma separação entre mente e corpo, mas isso é anular a vida. Você não pode possuir um corpo dotado apenas de sua substância, a matéria em si não é capaz de se reconhecer. Você não pode possuir apenas mente porque a mente exige a existência de um corpo para ser criada. Ambos as ideias levam a morte. E a morte da mente vem de inicio com a morte da lógica.
A base da moralidade humana mais recorrente – e nesse caso me refiro ao povo em si, e até mesmo a você, boçal leitor dessa louca teoria que discorda loucamente da minha visão – é que não são necessárias justificativas para expressar sua opinião. Foi por conta disso que iniciei o texto. Era aqui que queria tocar na ferida. Sua premissa é aquela criada nos padrões do sentimento, nos padrões do respeito imerecido que quer ter das pessoas – o mesmo respeito ironicamente debochado ao darem uma resposta simples e considerarem-na completa para qualquer pessoa que valorize a lógica.
Pode-se dizer que se John Galt parou o motor do mundo eu vim aqui desmonta-lo com um chute.
Toda a forma de conhecimento exige uma justificativa que a transforme em algo aceitável, que a transforme em uma interpretação da Verdade absoluta a qual seguimos conscientes ou não. O axioma da Verdade absoluta vai ser necessário explicar posteriormente, mas sua existência é inegável. O problema é que a filosofia de fim de século, com seus pensadores ditos intelectuais afirma que existem várias verdades, que seu ponto de vista é tão válido quanto o meu e que devemos nos aceitar apenas porque não é possível provar quem está certo e quem está errado. O fato é que se enganam, podemos sim provar quem este certo e quem está errado, confunde-se percepção individual com uma concepção, uma compreensão real do que é a Verdade. O seu ponto de vista não é garantido de estar correto apenas porque ele é seu, o meu ponto de vista não é garantido de estar certo apenas por ser meu. Mas a forma como são expostos e a diferença na possibilidade de aceitar ou não um novo argumento é o que vai determinar a minha capacidade ou sua se aproximar da Verdade.
E aí entra sua falta de argumentos ao defender uma posição. Toda ideia deve ser aceita apenas como comprovada ou posta como plausível diante das outras ideias concorrentes, isso significa uma exposição lógica em detalhes que valide sua conclusão em fatos e sua aceitação como conceito passível de aprovação. Se não sou obrigado a aceitar uma ideia não baseada e mal defendida, como vou aceitar uma ideia falha e falsa? Se não devo aceitar um conceito mal explicado ou não justificado, apenas na base da consideração imerecida na qual tentam se esconder, porque deveria aceitar algo que não chega sequer a ser uma ideia, um fato, uma teoria? Por que devo aceitar suas afirmações ilógicas? Apenas por serem suas afirmações? Quem sou eu para critica-lo? Por que tentar ir contra a opinião geral?

Não vou aceitar uma ideia falsa; não vou aceitar uma mentira sem valores apenas porque você acredita; ninguém deve aceitar suas afirmações sem base; se sua afirmação não possui suporte, ela é uma mentira, não uma opinião – sua percepção não justifica o fato de que está errado; eu sou aquele dado a textos longos e explicações sobre o que penso, o que falo, como ajo; ir contra a opinião geral é lutar pela verdade, apesar de minhas percepções me atrapalharem e você tentar me impor as suas de forma vazia.

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