Tudo belo tem um fim belo, mas como esse blog não tem muita coisa boa o final dessas semanas de poesia vai ser meio decadente, meio apagado. Ainda sim espero que gostem e compartilhem com os amigos.
I
Para que dormir?
Eu me pergunto ao escrever
essas palavras frias,
essas linhas vazias,
essa pobre poesia
presa ao papel
pelo autor cruel
Travestido em modos de eu lírico
II
Eu vejo um prédio,
e um céu cinzento.
Na frente de ambos estão árvores.
Observar tudo isso não me livra do tédio,
mas o pensar sobre aquilo - sim.
Talvez ouvir apenas as folhas -
balançando
Talvez sentir apenas o vento -
sussurrando
Talvez ver apenas todas as luzes -
piscando
Mas não pode ser tudo...
não podem ser todos!
Eu não posso ser o amplo!, ver, ter...
em copos de cristal minhas dúvidas
Eu descanso ...
Silêncio ...!
Descrevo em três ou quatro linhas o que penso
sobre uma velha sensação curiosa em um passado perdido.
Velha poeira na mobília , poderia?
Acho que não, vou embora e não volto,
sou assombrado por amargas dúvidas.
III
E eu me pergunto se o que faço agora está certo
- viver é aprender a aceitar o momento.
Pois se o passado é parte essencial de sua história nova,
o futuro é cumulativo, incerto.
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